<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270</id><updated>2011-04-21T17:00:57.157-03:00</updated><title type='text'>Fenda da Noite</title><subtitle type='html'>Aonde após adentrar a fenda do horror não há mais saída</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-115569877536458116</id><published>2006-08-16T00:23:00.000-03:00</published><updated>2006-08-16T00:37:04.260-03:00</updated><title type='text'>Frio e molhado...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/espirro.4.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/200/espirro.4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dor de cabeça...&lt;br /&gt;Onde estou?&lt;br /&gt;Está frio. Está molhado. Onde estou?&lt;br /&gt;Que lugar é esse?&lt;br /&gt;No chão, estou jogado ao chão...&lt;br /&gt;O que será que houve?&lt;br /&gt;Não me lembro do que aconteceu. Apenas me lembro que...&lt;br /&gt;Dor...&lt;br /&gt;Ainda dói...&lt;br /&gt;Minha cabeça, algo clama por paz...&lt;br /&gt;Minha cabeça dá reviravoltas por dentro...&lt;br /&gt;Algo está esquisito, algo está ruim, amargo...&lt;br /&gt;Minha boca...&lt;br /&gt;Não consigo mover meus braços...&lt;br /&gt;Minhas mãos suplicam para que eles se movam, mas, apenas consigo fazer com que as mãos e um pouco dos pés se movam...&lt;br /&gt;Mas, como caí?&lt;br /&gt;Se caí, quando caí?&lt;br /&gt;Não me lembro, mas sinto a dor...&lt;br /&gt;Um barulho em minha mente, um baque surdo...&lt;br /&gt;Algo em direção a mim, algo que despencou de algum lugar...&lt;br /&gt;Um alguém?&lt;br /&gt;Está muito frio, gélido...&lt;br /&gt;Meu corpo instintivamente se encolhe...&lt;br /&gt;Mesmo sem poder me ver por fora, sinto que vou formando uma posição fetal...&lt;br /&gt;Quero proteção, sinto muito frio...&lt;br /&gt;Algo molhado...&lt;br /&gt;Está escuro, não dá para ver, mesmo que quisesse, está difícil me mover...&lt;br /&gt;A cabeça lateja, cada vez mais...&lt;br /&gt;Aquela pequena luz, um facho sem força, mas que brilha logo em frente...&lt;br /&gt;Uma porta entreaberta...&lt;br /&gt;Dói muito, parece que apertam meus ossos...&lt;br /&gt;Esmagam minha cabeça!&lt;br /&gt;Por que dói tanto?&lt;br /&gt;Não agüento, preciso gritar, mas...&lt;br /&gt;Nada sai...&lt;br /&gt;Por muito tempo, após uma luta concentrada, movo alguns centímetros meu braço...&lt;br /&gt;Toco minha face e sinto o frio...&lt;br /&gt;Vem do chão, vem de baixo...&lt;br /&gt;Água?&lt;br /&gt;De onde vem essa água?&lt;br /&gt;Estarei em uma poça, em um beco na rua, em um túnel assombrado?&lt;br /&gt;Tenho que tentar me levantar, porém o frio, a dor, a exaustão, tudo, eles não deixam...&lt;br /&gt;Tateio mais minha face, subo...&lt;br /&gt;A água tomou conta de meu rosto, está respingado, devo ter caído de mal jeito...&lt;br /&gt;Escorreguei...&lt;br /&gt;Ainda continuo subindo...&lt;br /&gt;Meu cabelo está ensopado...&lt;br /&gt;Chego em minha nuca...&lt;br /&gt;Molhado, água, frio e...&lt;br /&gt;O que é isso?&lt;br /&gt;Algo duro, um bico? Algum objeto que estava na água?&lt;br /&gt;Prendeu em meus cabelos...&lt;br /&gt;Tento tirar, mas dói, repuxa...&lt;br /&gt;Não! Dói muito!&lt;br /&gt;Algo como uma gelatina sai dali, mas a borda ainda espeta...&lt;br /&gt;Volto com minha mão até minha fronte...&lt;br /&gt;Preciso tentar ver o que é isso...&lt;br /&gt;Pelo que tenho de luz a minha frente, transcorro minha mão até um ângulo que possa me favorecer de claridade...&lt;br /&gt;É uma pedrinha, uma pedrinha vermelha...&lt;br /&gt;Minha cabeça...&lt;br /&gt;Frio...&lt;br /&gt;Molhado...&lt;br /&gt;Cabeça?&lt;br /&gt;Molhado?&lt;br /&gt;Bico?&lt;br /&gt;Pedrinha?&lt;br /&gt;Buraco?&lt;br /&gt;Coágulo?&lt;br /&gt;Oh meu deus!&lt;br /&gt;Não é água! É sangue!&lt;br /&gt;Não é pedrinha! É um coágulo!&lt;br /&gt;Não é um objeto pontudo! É a borda de um burado!&lt;br /&gt;Minha cabeça!&lt;br /&gt;Cai e bati minha cabeça!&lt;br /&gt;Meu Deus! Estou morrendo!&lt;br /&gt;Isso tudo a baixo de mim é sangue!&lt;br /&gt;A água que me esfria é sangue!&lt;br /&gt;Não me movo. Algo me afetou!&lt;br /&gt;Perdi minha movimentação, aos poucos caminho uma escuridão...&lt;br /&gt;Tenho que me arrastar para a luz...&lt;br /&gt;Estou sem forças...&lt;br /&gt;A dor de cabeça aumenta, o buraco lateja...&lt;br /&gt;Meus pés, meus braços, tudo se entrega...&lt;br /&gt;A luz, minha única esperança...&lt;br /&gt;Esvai-se...&lt;br /&gt;O brilho daquela luz aumenta, a porta se abre...&lt;br /&gt;Tenho uma ponta de esperança, mas logo em seguida perco-a...&lt;br /&gt;Uma sombra se projeta sobre a luz, uma sombra, dois pés, uma vestimenta, e um objeto...&lt;br /&gt;Passos a frente, um sapato, uma calça de linho, negra, e então cai...&lt;br /&gt;Com força e sem nada para pará-lo...&lt;br /&gt;É um martelo que o indivíduo portava...&lt;br /&gt;Não caí, me acertaram...&lt;br /&gt;Uma martelada em minha cabeça...&lt;br /&gt;Não é água, é sangue...&lt;br /&gt;Não é objeto, é um buraco...&lt;br /&gt;Não vejo a luz, apenas a escuridão...&lt;br /&gt;Aproximam-se, ambos, a escuridão e o tipo que acabara de chegar...&lt;br /&gt;Meus olhos tentam lutar, mas a dor e o frio prevalecem...&lt;br /&gt;Talvez haja paz...&lt;br /&gt;Ainda me resta um pouco de força...&lt;br /&gt;Abro novamente o que posso dos olhos...&lt;br /&gt;O bastante para ver um rosto...&lt;br /&gt;Ajoelhado ele me olha nos olhos...&lt;br /&gt;Quando percebe, abre um sorriso escroto...&lt;br /&gt;Fiel ao prazer que sentia...&lt;br /&gt;Que psique terrível...&lt;br /&gt;Retira o chapéu que possuía em sua cabeça e o põe no meio de suas pernas...&lt;br /&gt;Com suas mãos enluvadas, pega em meu queixo e faz com que olhe para ele...&lt;br /&gt;Dá uma piscadela, me deixa na posição ideal e põe sua mão para trás...&lt;br /&gt;Arrasta algo do chão, algo metálico...&lt;br /&gt;Quando vejo, com o rabo dos olhos, percebo que veio da porta até mim chutando o martelo...&lt;br /&gt;O pega e ergue sobre minha cabeça...&lt;br /&gt;Escorre-me uma lágrima...&lt;br /&gt;Minha vida passa pela cabeça...&lt;br /&gt;E a última imagem se eterniza naquela figura crua...&lt;br /&gt;Gélido e encharcado, tenho meu fim...&lt;br /&gt;Minha visão se torna turva segundos antes, e no momento do contato com aquela superfície assassina, gelada e molhada assim como eu, de meu próprio sangue, tudo escurece. Ainda tenho tempo de ouvir o barulho. Uma, duas, três. Algo se estraçalhando, Ferro e carne se beijando. Minha mente fica consciente por esse tempo e no quarto toque eu apago...&lt;br /&gt;Está frio...&lt;br /&gt;Está molhado...&lt;br /&gt;Não importa mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-115569877536458116?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/115569877536458116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=115569877536458116&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/115569877536458116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/115569877536458116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2006/08/frio-e-molhado.html' title='Frio e molhado...'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-115526871932994855</id><published>2006-08-11T00:44:00.000-03:00</published><updated>2006-08-13T04:07:15.703-03:00</updated><title type='text'>Retorno...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quanta tempo eu levei para voltar à fenda...&lt;br /&gt;Quanto tempo esperei para dar continuidade à projeção da escuridão...&lt;br /&gt;Quanto tempo esperam por mim? Aliás, será que esperaram por mim?&lt;br /&gt;Quanto tempo perdi? Quantas almas deixei de sustentar?&lt;br /&gt;Quanto tempo desperdicei pensando em lonjuras e tentando substituir emoções?&lt;br /&gt;Talvez eu esteja errado em me ceder o desejo que vocês tem a mim, ou melhor, tenho certeza que nenhum de vocês – mesmo que poucos – tenham pensado no porque do desaparecimento. Mas como sou um locutor de fábulas, um mágico das fantasias, um psicopata do terror e um articulador da loucura, irei retornar mesmo que a falta não tenha sido sentida. Irei voltar para os que NÃO me esperavam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse John Wilmot:&lt;br /&gt;“Meu nome é John Wilmot (Gustavo Gaspar), Conde de Rochester, e eu não quero que você goste de mim.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve retornarei... Em breve...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez peço-lhes que sejam bem-vindos ao meu recanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam bem-vindos à FENDA DA NOITE...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo Gaspar&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-115526871932994855?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/115526871932994855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=115526871932994855&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/115526871932994855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/115526871932994855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2006/08/retorno.html' title='Retorno...'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-114115968880394322</id><published>2006-02-28T17:40:00.000-03:00</published><updated>2006-08-13T04:07:35.483-03:00</updated><title type='text'>Truster &amp; Hope - A resposta de Roy</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/doguealemao2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/200/doguealemao2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Nova cidade. Novo bairro. Tudo mais tranqüilo do que antigamente.&lt;/em&gt; Era essa a idéia fixa na cabeça do mais novo morador daquela casa.&lt;br /&gt;Realmente as lembraçnas do que havia acontecido naquela época já estava se dissipando. Com o tempo acabamos deixando que as memórias se vão, se escondam no canto de nosso cérebro. Algumas vezes lembramos, por estarmos vendo alguma imagem ou algum tipo de coisa que nos faça ligar uma uma a outra, mas bem ou mal, elas desaparecem. Foi então, passados três anos de uma tragédia em família – que poderia ter sido pior – que as memórias se foram por completo. Não perdia mais o sono à noite. Sua mulher não acordava gritando e suando frio altas horas da madrugada. Os sustos cessaram. Em fim, parecia que havia encontrado a paz.&lt;br /&gt;Em uma manhã na época das férias, onde as crianças começam a percorrer as ruas – as menores percorrem o jardim de suas casas – as brincadeiras começam. É bom ter felicidade a nossa volta. Nos envolvemos. A cirança que mora nessa casa também já está crescida. Com a mesma idade do tempo que havia passado, ela já podia ficar em jardins vizinhos com amigos, ou vice-e-versa. Sempre junto com as crianças estavam Hope e Truster. Os dois cachorros da raça &lt;em&gt;dogue alemão&lt;/em&gt;que a família tinha adotado. Não fizeram parte do passado doloroso, não diretamente, mas são parte do que aconteceu.&lt;br /&gt;Após tanta reviravolta, os donos do antigo cão, Roy, se culparam pelo que havia ocorrido. O pai desta família o matou por engano. Sua mulher sempre lhe diz que ele entendeu o que se passou, e morreu com a alma limpa, certo de que o dono estava fazendo a coisa certa.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele não podia falar. Não podia expressar-se e me dizer que estava tudo bem. Me dizer que já tinha tomado conta de vocês.&lt;/em&gt; Era o que ele sempre dizia para sua esposa. &lt;em&gt;Tudo que fiz foi apertar aquele maldito gatilho e estraçalhar o pequeno Roy.&lt;/em&gt; A cada dia que se passava, ele se culpava mais e mais. Decidiram então adotar dois filhotes da mesma raça – não gsotavam de usar a palavra “comprar”, diziam que não se comprava uma vida. Foi aí que surgiram os novos integrantes daquele lar. Hope, uma fêmea negra muito carinhosa, e seu irmão Truster, um macho da cor cinza totalmente desengonçado. Esse último lembrava bastante o antigo integrante da família. Além de ser acinzentado, tinha o rosto com o mesmo formato e os olhos que, tinha vezes, pareciam denunciar que ali dentro estava o bom e velho Roy. Todos adoravam aqueles dois brincalhões. Três anos de existência. Eram ainda dois bebês.&lt;br /&gt;Naquele mesmo dia, começou a ventar forte. Poucas horas mais tarde, o céu já estava da mesma cor de Truster. Um cinza forte e escuro. A luz já não conseguia atravessar as nuvens e os pais começavam a chamar seus filhos para dentro de casa. Ia cair uma chuva forte.&lt;br /&gt;Os cães corriam para lá e para cá. Alguns filhos de vizinhos que estavam no jardim dessa família já iam sendo buscadas pelas mães e pais. Aos poucos o bairro já estava vazio e escuro. Foram para dentro de suas casas, colocaram os dois bebês para dentro, e fecharam a tudo. Portas e janelas. O dia seguiu, e a noite caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Chovia muito aquele dia. Foi como se do nada tivesse vindo nuvens espessas e pesadas para nos banhar. Estava um dia muito bonito, e não estava calor. Foi uma das coisas que não se tem explicação. Mas que com certeza, como todos falam, trouxe junto com elas o que aconteceu.”&lt;/em&gt; - Dizia um dos moradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não gostamos de comentar isso. É passado. Mas entendemos que o que sabemos de cór e salteado outros não sabem. É difícil comentar algo assim, conheciamos aquelas pessoas já tinha anos. Não eram muitos, mas era sim um bom tempo. O que acontece é que muitos falam uma coisa e outros falam outra coisa. Já fomos taxados de “cidade amaldiçoada” e não ligo para isso. Não sei explicar o que aconteceu, mas não acredito nessas coisas. Acho que foi uma tragédia, nada mais do que isso. Acontece todos os dias nesse mundo.”&lt;/em&gt; – Outra pessoa da cidade dava seu relato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Eu vou te dizer o que de real aconteceu. Você acha que isso é uma mera coincidência de fatos? Veja bem, não sei se você sabe, mas essa família já estava destinada a isso. Você sabe o que aconteceu antes de se mudarem para cá? Eles não falavam nisso, até entendo, era uma coisa ruim e que queriam esquecer, mas não era preciso que contassem. No dia que colocaram o pé aqui, senti o ar se tornar pesado. Logo reconheci aqueles rostos. Principalmente o do marido. Passou no notiário há algum tempo antes de eles aparecerem. Eles tinham um cão da mesma raça antes disso tudo. O homem o matou achando que ele era o responsável pela morte do filho, esposa e empregada. Sendo que somente a empregada estava morta. Foi um engano, mas o cão não viu assim.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Minha avó diz que tudo já fazia parte de um plano. Estava tudo, como eu disse antes, destinado. É um jogo que acontece com muitos nesse mundo. Um jogo mau. Nos é dado um presente, e a roleta gira. Dependendo de nossa escolha, ou de mera sorte, ou nós ganhamos ou eles ganham. O que quero dizer é que o cão antigo deles enviou sua rsposta àquela traíção. Aqueles filhotes sairam do mesmo lugar que ele. Vieram do inferno. Traçaram o jogo e tiveram o resultado final.”&lt;/em&gt; – Mais um relato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma pessoa vai até a cidade para saber algo à respeito do que houve, acaba escutando essas coisas. Algumas normais, outras um tanto quanto assustadoras.&lt;br /&gt;Dizem que é nesse dia que o céu novamente se pesa e é quando chove como o dilúvio.&lt;br /&gt;O que aconteceu naquele lugar foi que, ao amanhecer do dia seguinte àquela chuva, as pessoas saíram de suas casa normalmente. As crianças puderam brincar e os jovens andarem de bicicleta pela calçada. Mas uma família ainda permanecia trancada em casa. Após alguns dias, a polícia foi verificar o local, pois alguns familiares diziam telefonar e não havia resposta. Arrombaram a porta e o que encontraram foi chocante. O homem e sua mulher estavam mortos. A mulher no andar de cima, no corredor perto do banheiro, com o corpo completamente rasgado. O homem no andar de baixo, com a cabeça separada do corpo e algumas outras partes espalhadas. Era possível ver algumas pegadas sujas de sangue espalhadas pelo local. A dúvida não se manifestou. Com certeza os responsáveis pelo crime eram os cães.&lt;br /&gt;O que mais intriga a polícia local é que, nem o corpo da criança, nem os cães foram encontrados na casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma senhora que havia dado o último relato, ainda terminou com uma frase.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"As vezes, quando olhamos fixamente para o breu do bosque, podemos ver quatro pontos vermelho sangue. Quatro pontos que lembram olhos, dois pares de olhos, cheios de ódio e pressentindo o cheiro de morte. É nesse dia que o céu novamente se pesa e chove como o dilúvio.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-114115968880394322?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/114115968880394322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=114115968880394322&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/114115968880394322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/114115968880394322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2006/02/truster-hope-resposta-de-roy.html' title='Truster &amp; Hope - A resposta de Roy'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-114067040644762830</id><published>2006-02-23T01:52:00.000-03:00</published><updated>2006-08-13T04:09:22.346-03:00</updated><title type='text'>Confiança e ódio...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma vez, alguém me contou uma história muito interessante.&lt;br /&gt;Diz respeito de confiança e medo.&lt;br /&gt;Alguns dizem que ocorreu de verdade, outros que é apenas uma lorota para fazer as pessoas refletirem. Sendo a primeira ou a última opção a correta, tem um sentido e com certeza faz sim refletirmos à respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma certa noite, um homem que voltava do trabalho entrou em sua casa. Já estava realmente escuro. Sua casa ficava em uma rua tranquila, e do mesmo jeito, deserta.&lt;br /&gt;Chegando mais próximo do portão, percebeu que estava entreaberto e achou aquilo estranho. Já passava das 20 horas da noite, sua mulher já devia ter trancado. Entrou e foi olhando tudo à sua volta e percebendo mais coisas estranhas. A luz da garagem ainda estava apagada, o que à essa hora é de costume estar acesa devido a escuridão. Já estava ficando aflito, e resolveu então ir até a grade da bomba da piscina. Ali ele guardava uma arma. Sempre dizia que era para proteção, que desejava nunca ter que usá-la, mas pelo que estava vendo, talvez precisa-se fazê-lo hoje. Pegou a pistola, verificou se estava carregada e se levantou caminhando até a porta de entrada. Chegando mais próximo, viu que essa também se encontrava aberta, na verdade, uma greta teimava em não se fechar, foi olhando devagar até ver o que a impedia. Uma mão. Caída ao chão ele via que o que não deixava a porta se fechar e a fazia ir e voltar – por causa do vento – era uma mão. Abriu com força e apontou a arma para o corredor. A mão que se encontrava caída no chão era de Maria, sua empregada. Via aquela cena como um falshback. Maria era uma moça jovem, mas que já estava com eles há 4 anos. Algo mais o tomou por completo. Um frio o intorpeceu. Sua mulher! Seu filho! A luz da casa estava toda apagada. Era melhor deixar assim até saber o que estava se passando ali dentro. Passando pelo corredor agora conseguia ver o que fizera Maria deitar ao chão com os olhos virados. Na altura de seu ventre um furo fazia escapar sangue que escorria até as escadas para o porão. Pôs a mão na boca e se dirigiu – desesperado e tremulo – para a porta que dava para a sala. Podia ver dali a porta para a cozinha e o banheiro. Mais um pouco a frente e então poderia ver a mesa da sala de estar e a subida das escadas para o 2º andar. Foi o que fez e ao pôr o pé no no degrau da sala, viu que não havia ninguém ali. As escadas estavam mais claras, uma luz lá em cima estava acesa. Pensou novamente em sua esposa. No que o maldito assaltante poderia estar fazendo a ela. O que ele já poderia ter feito a ela! Como estava seu filho? Como estava o que de mais sagrado existia para ele, sua família que estava acabando de construir. Nenhum som, apenas silêncio. Fez que ia de impulso para a base da escada e no mesmo instante viu uma sombra se aproximando. Alguém vinha descendo as escadas. Iria sofrer as consequências! Levantou a arma e apontou para o local. Uma forma arqueada surgiu aos poucos. Com pelos acinzentados e musculos fartos, ele o reconheceu. Roy. O cachorro que estava há mais tempo na família do que Maria. Cinco anos. O cão parou e olhou diretamente nos olhos do homem. Em sua boca existia sangue que pingava no mármore branco. Com uma força e imaginando que ele próprio era o responsável pelo que estava acontecendo, o homem disparou um tiro certeiro. Acertou a cabeça de seu companheiro. Chegando mais próximo ele fez mais 3 disparos devido ao ódio que se libertava por seus poros. Largou a arma e subiu correndo as escadas de mármore. Chegou no 2ºandar e seguiu os vestígios de sangue pelo chão. O quarto de seu filho. Parou de imediato. Viu uma cena que o fez entender tudo. O que aconteceu e o que havia feito. Um homem se encontrava deitado ao lado de sua mulher com o pescoço totalmente dilacerado. Sua esposa estava estática tremendo ao canto da cama em posição de feto com o filho agarrado nos braços. Sem saber o que fazer, o homem foi até a cama, abraçou a mulher juntamente com o filho e percebeu que havia feito uma terrível injustiça. Havia matado aquele que salvou sua família. Sua mulher não fora violentada e nem morta, assim como seu filho, porque Roy atacou o assaltante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No futuro, o homem se mudou e adotou dois filhotes da mesma raça de Roy. Uma fêmea e um macho. Ao macho deu o nome de Truster (jogo de palavra para confiável, do original trustworthy) e à fêmea deu o nome de Hope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo Gaspar&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-114067040644762830?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/114067040644762830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=114067040644762830&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/114067040644762830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/114067040644762830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2006/02/confiana-e-dio.html' title='Confiança e ódio...'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-113822997184729609</id><published>2006-01-25T20:57:00.000-02:00</published><updated>2006-08-13T04:09:38.966-03:00</updated><title type='text'>Abrindo os olhos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/savana.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/200/savana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nuvens mudaram de posição e cor... Isso significa alguma coisa?&lt;br /&gt;Lembro-me de alguém dizer algo à respeito na minha infância, algo sobre as nuvens, sobre as mudanças...&lt;br /&gt;Tinha a ver com uma antiga lenda africana. Acho que significava mau agouro...&lt;br /&gt;Faz apenas alguns minutos que levantei da cama. Como sempre, a primeira coisa que faço é olhar o tempo, ir a janela...&lt;br /&gt;Mudança repentina, lenda africana, mau agouro, um dia pela frente...&lt;br /&gt;Espero que tudo corra bem...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-113822997184729609?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/113822997184729609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=113822997184729609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/113822997184729609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/113822997184729609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2006/01/abrindo-os-olhos.html' title='Abrindo os olhos...'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-112618497082212536</id><published>2005-09-08T09:41:00.000-03:00</published><updated>2006-08-13T04:09:57.903-03:00</updated><title type='text'>Lendas Urbanas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/home_r2_c2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/200/home_r2_c2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os lugares existem estórias que assombram pessoas. Na maioria delas, são invenções, algo para assustar crianças talvez. Mas existem aqueles que juram ser verdade e que elas surgiram após acontecimentos sobrenaturais.&lt;br /&gt;Como não poderia ser diferente, eu conheço muitas. Essas estórias são chamadas de “lendas urbanas”. E aqui irei contar algumas delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irei começar com uma lenda urbana vinda de Curitiba. Leio sobre isso em alguns lugares e outras me contam pessoalmente. Amigos, primos, etc. Nessa região, é claro, com certeza muitas estórias assombram jovens e crianças. Nossa mente é muito maleável. Por ali, nos arredores de Curitiba, contam que um ser – chamem de demônio ou de qualquer coisa que desejarem – rege as sombras e a escuridão. À noite as crianças que conhecem essa versão de horror entram em desespero, tendo também aquelas que ao invés de se agarrarem às mães, se juntam e saem à caça de fantasmas – eu era um desses. Uma menina de 14 anos chamada Julia – segundo informações – foi quem deu vida a essa lenda urbana.&lt;br /&gt;Em uma tarde, escurecendo, todas crianças já iam para suas casas. Era a hora de jantar e se deitar para o dia seguinte. Estava uma época ruim em relação ao tempo. Era uma chuva atrás de outra, acompanhada de ventos fortes que em um quarto escuro, com uma tv ligada, fazia barulho pelo ar, o assovio do medo, e balançava árvores que estalavam seus galhos no vidro da janela que o vento mortificava. Para os mais medrosos era perturbador. De certa forma, é de uma angustia ouvir isso e pensar em coisas. O comercial de um filme de terror que será exibido naquela noite após a novela. Isso colocava imagens pregadas em mentes ingênuas. Até que, de um súbito, a chuva aumenta, forte como o dilúvio. O vento castiga logo em seguida, como se um gigante estivesse soprando com toda sua fúria sobre todos. E a luz se apaga. O medo toma conta de um corpo pequeno. Imagina que algo está por perto, o comercial vem até sua cabeça lhe atormentar, o barulho irritante e apavorante de tudo soma-se ao estado de calafrios, fazendo a boca doer de angustia por não enxergar e o corpo inteiro estremecer diante de ruídos em volta do breu. O choro é quase que imediato, junto com gritos de pavor clamando que alguém a achasse naquela escuridão sem fim. Pedindo por ajuda. Implorando por perdões por tudo que tivesse feito até agora, mesmo que não fosse totalmente culpada. Queria tranqüilidade naquele momento, queria poder não ter medo. A mãe se desespera ao ouvir os prantos da filha e pede calma a ela. Já estava indo. Acende uma vela, sobe as escadas, o choro torna-se lamurias e cessa. Ao mesmo tempo em que quando chega no topo da escada a luz volta. Olhando para o quarto, que dava de frente com o corredor, ela vê a tv fora do ar, chiando, uma cama vazia e desarrumada. Caminha em direção a porta, entra, procura pela pequena e indefesa criança que a chamava desesperadamente e encontra silêncio. O vento continua a soprar, agora mais fraco. A chuva continua a cair, mais branda. E uma alma, desde aquele dia, continua desaparecida.&lt;br /&gt;As histórias dizem que o senhor da escuridão busca todas as noites por uma nova filha e que Julia foi uma das escolhidas por ele, mas que nem sempre ele leva alguém, as vezes mata ou as vezes perturba – deixando-as loucas. Histórias de outros lugares, e até países, parecem com essa, mas contadas de uma forma diferente, com outra personagem, mas que lembram demais os acontecimentos. Desaparecimento, escuridão e medo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-112618497082212536?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/112618497082212536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=112618497082212536&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112618497082212536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112618497082212536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2005/09/lendas-urbanas.html' title='Lendas Urbanas'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-112564095250968355</id><published>2005-09-02T02:48:00.000-03:00</published><updated>2005-09-02T03:02:32.516-03:00</updated><title type='text'>O lugar das almas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/sorry%20com%20sangue.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/200/sorry%20com%20sangue.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferido, muito ferido&lt;br /&gt;Mas corri como jamais corri em minha vida&lt;br /&gt;Já estava alcançando as portas do castelo&lt;br /&gt;O barulho de grunhidos e pios lá de baixo eram avassaladores&lt;br /&gt;Dor e sofrimento se traduziam em meus ouvidos&lt;br /&gt;Por que aquela coruja tão bela, branca como a neve, me protegia?&lt;br /&gt;Eu não possuo nenhum valor aqui&lt;br /&gt;Nem mesmo em minha terra&lt;br /&gt;Por que arriscar a vida para me salvar?&lt;br /&gt;Dou uma última olhadela para aquele circulo sangrento e não vejo mais a coruja&lt;br /&gt;Todos estão encobertos de poeira e um se põe sobre o outro&lt;br /&gt;Ninguém me segue&lt;br /&gt;Estou sozinho, livre para seguir meu caminho&lt;br /&gt;Uma última olhada também a minha volta&lt;br /&gt;Aqui existe um pouco de verde, a mata tenta crescer&lt;br /&gt;Um pouco de branco, a neve cai um pouco aqui desse céu&lt;br /&gt;Mesmo assim, ele continua rubro&lt;br /&gt;A montanha é alta&lt;br /&gt;Densa&lt;br /&gt;Parece que a qualquer instante vai cai&lt;br /&gt;Quando olhei da ponte percebi que em seu meio ela se afina&lt;br /&gt;Depois engrossa novamente para seu auge&lt;br /&gt;Impressionante!&lt;br /&gt;Os barulhos continuam&lt;br /&gt;Como aquela coruja agüenta tanto tempo?&lt;br /&gt;Vou até a porte de madeira&lt;br /&gt;É adornada com desenhos&lt;br /&gt;Possui em seu centro um rosto indefinido&lt;br /&gt;Eu diria que me lembra um homem&lt;br /&gt;Mas é muito indefinido realmente&lt;br /&gt;Logo aonde termina o desenho, no pescoço, existe um ferro&lt;br /&gt;O formato é circular e pende diante da porta e de mim&lt;br /&gt;Por onde eu tenho que puxar&lt;br /&gt;Coloco minha mão nele&lt;br /&gt;É quando o barulho cessa&lt;br /&gt;Sem querer perder tempo eu puxo com força&lt;br /&gt;Ela se arrasta devagar e abre aos poucos&lt;br /&gt;Um breu sem tamanho ali dentro&lt;br /&gt;Continuo puxando&lt;br /&gt;Força, muita força, o que possuo em insuficiência&lt;br /&gt;O medo me toma o corpo&lt;br /&gt;O barulho havia terminado&lt;br /&gt;Estariam os lobos em meu encalço?&lt;br /&gt;Termino de abrir, e antes de entrar naquela escuridão eu olho de volta onde vi a luta&lt;br /&gt;Fico pasmo&lt;br /&gt;Eles não vieram até mim&lt;br /&gt;Simplesmente me olham, ao que parece, na mesma posição que estavam quando o barulho parou&lt;br /&gt;Alguns deitados, outros em pé, tortos, entre os mortos jogados pelo chão&lt;br /&gt;A coruja não está ali&lt;br /&gt;O que terá acontecido?&lt;br /&gt;Dou um passo à frente&lt;br /&gt;Outro, e outro, seguidos&lt;br /&gt;Finalmente entro&lt;br /&gt;A porta atrás de mim se fecha, estou livre&lt;br /&gt;Ouço uivos lá fora&lt;br /&gt;Uivos tristes&lt;br /&gt;Derrota ou tristeza?&lt;br /&gt;Uma luz se acende diante de mim&lt;br /&gt;Muito forte&lt;br /&gt;O olho que enxerga tem que ser fechado&lt;br /&gt;O outro...&lt;br /&gt;O outro também!&lt;br /&gt;Pego em minha mão com a outra e sinto que meus dedos estão ali novamente&lt;br /&gt;No lugar certo e que não deviam nunca ter saído&lt;br /&gt;Uma felicidade corre meu corpo&lt;br /&gt;Pareço vitalizado&lt;br /&gt;A luz diminui aos poucos e minha vista se acostuma&lt;br /&gt;O lugar é magnífico!&lt;br /&gt;Lindo e colorido!&lt;br /&gt;Sim, as cores, bem que o velho me disse&lt;br /&gt;Peço perdão aos que se sacrificaram por mim diante de tal visão&lt;br /&gt;Escorre-me uma lágrima de alegria pelos olhos&lt;br /&gt;Ajoelho novamente mas em tom de agradecimento&lt;br /&gt;Estou salvo&lt;br /&gt;Sinto algo se aproximar&lt;br /&gt;Olha para um lado, um lobo branco sentado ao meu lado&lt;br /&gt;Olho para o outro lado, outro lobo branco na mesma posição&lt;br /&gt;Contemplam o horizonte&lt;br /&gt;Tudo límpido&lt;br /&gt;É vasto ali em frente&lt;br /&gt;Não é minha terra, mas é lindo e tranqüilo&lt;br /&gt;Possui paz&lt;br /&gt;Algo cai na minha frente&lt;br /&gt;Olho e reconheço&lt;br /&gt;Uma pena da coruja, com sangue&lt;br /&gt;Oh minha protetora abençoada!&lt;br /&gt;Agradeço-lhe por tudo!&lt;br /&gt;Sinto algo vagar por minha face&lt;br /&gt;Escorre e vaza em meu peito&lt;br /&gt;Sangue!&lt;br /&gt;Meu nariz escorre sangue outra vez&lt;br /&gt;O céu escurece&lt;br /&gt;Relâmpagos cortam o a vastidão que antes era bela&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“A indecisão faz dos homens fracos. Se não sabes o que quer, pois então que pereças em tais terras”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A dor me corrompe&lt;br /&gt;Meu corpo rui em rasgamentos&lt;br /&gt;O pelo branco dos lobos se suja com o vermelho vivo de meu sangue&lt;br /&gt;Juntos abocanham meu pescoço e meu olho se arregala&lt;br /&gt;Minha mão se contorce&lt;br /&gt;Nada posso fazer&lt;br /&gt;Minha visão entorpece, fica escuro&lt;br /&gt;Uma última visão, e não de montanhas e de céus me toma&lt;br /&gt;O lobo negro caminha de costas sobre a folhagem seca de sua morada&lt;br /&gt;E por fim minha alma é levada para junto dos outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo comentarei sobre este texto, que dou o gênero de novela, já que conta a passagem de um homem em um lugar desconhecido - lembraram de algo? - da forma poemática que se produz. O comentário será feito na página principal, DRACOANIMA.&lt;br /&gt;Antes de finalizar, gostaria de fazer alguns agradecimentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À &lt;strong&gt;Kaka&lt;/strong&gt; (Melzinho), que me incentivou a continuar, com este e outros textos. É e sempre será especial, pois me dá conselhos dentro e fora das páginas, é amiga e está junto comigo em um novo trabalho. Il mio poco miele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À &lt;strong&gt;Fran&lt;/strong&gt; (ninda), que se entusiasmou, transmitindo o mesmo a mim, leu e releu as passagens e sempre me deu vontade de continuar cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado as duas, mesmo. Poucas pessoas gostam disso, leitura, e muitas outras poucas pessoas acreditam em um trabalho. Os olhos as vezes se fecham em incapacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos carinhosos às duas, e abraços a todos que leram a novela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo Gaspar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-112564095250968355?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/112564095250968355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=112564095250968355&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112564095250968355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112564095250968355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2005/09/o-lugar-das-almas.html' title='O lugar das almas'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-112554672938202590</id><published>2005-08-31T20:34:00.000-03:00</published><updated>2005-09-01T00:52:09.386-03:00</updated><title type='text'>Atravessando a liberdade?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/Castelo%20dos%20Gnomos2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/200/Castelo%20dos%20Gnomos2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A montanha está lá, erguida à frente&lt;br /&gt;Eu irei atravessar a ponte perante a minha dor&lt;br /&gt;Mas finalmente sairei deste lugar odioso&lt;br /&gt;A coruja já sumiu dentro das entranhas da montanha&lt;br /&gt;Eu ouço um último uivo de onde ficara o lobo&lt;br /&gt;O maldito lobo que me fizera tanto estrago&lt;br /&gt;Está vindo atrás de mim&lt;br /&gt;Quer minha alma custe o que custar!&lt;br /&gt;É melhor andar depressa, tenho que alcançar a montanha&lt;br /&gt;Começo a travessia&lt;br /&gt;Aqui é alto, mais alto do que a escadaria&lt;br /&gt;Seria três vezes pior cair daqui a cair de lá&lt;br /&gt;É distante, e mesmo assim, a ponte se estende fina e estreita&lt;br /&gt;Com cuidado, muito cuidado&lt;br /&gt;Agora sim, ouço o barulho&lt;br /&gt;Uma trupe me persegue&lt;br /&gt;Quem estará junto ao lobo?&lt;br /&gt;Quantos?&lt;br /&gt;Muitos de certo, pelo barulho, muitos&lt;br /&gt;Apresso o passo&lt;br /&gt;Tentando tomar o maior cuidado possível para não escorregar&lt;br /&gt;Mas é em vão&lt;br /&gt;Meu pé direito transcorre por um lado da ponte&lt;br /&gt;Desequilibro-me e vou junto a ele&lt;br /&gt;Meu peso corre ao vento&lt;br /&gt;Agarro-me nas pontas dos dedos&lt;br /&gt;Dos que me restaram da mão direita e os intactos da mão esquerda&lt;br /&gt;A mão direita não agüenta e escorrega&lt;br /&gt;Não consigo, vou cair&lt;br /&gt;Um desespero me corre pelo corpo&lt;br /&gt;Peço que a coruja venha me ajudar mais uma vez, mas, seria pedir muito?&lt;br /&gt;Acho que é melhor tentar fazer algo ao invés de esperar&lt;br /&gt;Força!&lt;br /&gt;Coloque estes músculos do braço para funcionar&lt;br /&gt;Coloco outra vez a mão direita na beirada da ponte e prendo o pulso&lt;br /&gt;Com vigor eu exerço uma força sobre ela e dou um puxão&lt;br /&gt;Meu corpo responde e vai subindo&lt;br /&gt;O barulho se aproxima&lt;br /&gt;Uma nuvem de poeira se levanta a poucos quilômetros dali&lt;br /&gt;Rápido!&lt;br /&gt;Coloco meu pé sobre a ponte e também impulsiono&lt;br /&gt;Subo enfim&lt;br /&gt;Cansado, muito cansado&lt;br /&gt;Fraco, fatigado, as dores voltando&lt;br /&gt;Morto, praticamente morto&lt;br /&gt;O suor corre pelo meu rosto e faz arder minha ferida&lt;br /&gt;Minha visão vai se esvaindo&lt;br /&gt;Estou ficando cego do olho direito&lt;br /&gt;Continuo meu percurso sem mais reclamar&lt;br /&gt;A nuvem de poeira que vem em minha direção prende meus inimigos dentro dela&lt;br /&gt;Estou com medo&lt;br /&gt;Termino de atravessar a ponte e vejo uma subida pela montanha&lt;br /&gt;Estou chegando, será?&lt;br /&gt;Já cheguei tantas vezes, e dessas tantas eu voltei&lt;br /&gt;Há de ser agora meu lugar?&lt;br /&gt;Que seja&lt;br /&gt;Subo com vontade e esperança&lt;br /&gt;Enquanto uma coruja pia no alto da montanha em som de boas vindas&lt;br /&gt;O tempo passa&lt;br /&gt;Não sei quanto, mas passa&lt;br /&gt;Avisto o pico e meu rosto se alarga em felicidade&lt;br /&gt;Uma construção&lt;br /&gt;Talvez um reino&lt;br /&gt;Minha saída!&lt;br /&gt;Aperto o passo o quanto posso em direção a porta&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Pare!”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Oh não&lt;br /&gt;Essa voz&lt;br /&gt;O lobo me alcançara&lt;br /&gt;Quando olho vejo quem o acompanha&lt;br /&gt;Inúmeros lobos menores e de cor cinza&lt;br /&gt;Minha vista se vai completamente&lt;br /&gt;Com apenas dois dedos em uma das mãos e um olho que enxerga no rosto, eu desabo&lt;br /&gt;Desabo em choro e lamurias&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Fizestes um pedido, não percebes?”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Não lhe dou ouvidos, caio em pranto&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Se não aceitas minha hospitalidade, não ganhas minha piedade”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Choro, choro e choro&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Preferes adentrar no reino branco após ter feito isso?”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Dir-te-ei que mentes confusas e duvidosas não penetram o lado certo”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Grito por ajuda&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Venha comigo e ao menos possua o que desejastes”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;“Não desejo morrer”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“É o que me parece que queres sim”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;“Não, não é”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Pois então venha comigo se é o que queres”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;“Já disse que não quero morrer!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Tolo!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ele pula em minha direção&lt;br /&gt;Antes de chegar em meu corpo algo o impede&lt;br /&gt;A coruja rola pelo chão em uma luta sangrenta&lt;br /&gt;Alguns dos outros lobos recuaram, e outros entraram em cima dos dois&lt;br /&gt;Novamente ela me ajuda&lt;br /&gt;Antes que percebam eu me levanto&lt;br /&gt;É minha chance de entrar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-112554672938202590?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/112554672938202590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=112554672938202590&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112554672938202590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112554672938202590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2005/08/atravessando-liberdade.html' title='Atravessando a liberdade?'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-112551646499914981</id><published>2005-08-31T15:18:00.000-03:00</published><updated>2005-08-31T16:27:45.006-03:00</updated><title type='text'>Sangue e dor</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/mtrdo.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/200/mtrdo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar que vejo agora é um pouco diferente de onde passei todo o tempo&lt;br /&gt;Agora, desde que passei pela árvore seca, uma névoa densa percorre o lugar e parece-se com um pântano&lt;br /&gt;O lobo é tranqüilo, ele caminha por entre as folhas secas que ali existem sem nem ao menos olhar para trás&lt;br /&gt;Eu contemplo a paisagem diversificada&lt;br /&gt;Mas ouço um pio&lt;br /&gt;O rosnado surge depressa e o lobo se vira com ódio&lt;br /&gt;Olhando para o céu ele parece estar a ponto de matar alguém&lt;br /&gt;Ele é lindo, mas ao mesmo tempo, horripilante&lt;br /&gt;Olho para a mesma direção e vejo a coruja&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;“Está indo pelo caminho errado”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A coruja falou!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Não! Ele fizera sua escolha!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A voz do lobo&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;“Sabes que o fluxo pode ser revertido”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O fluxo? Sim, o velho me falou sobre o fluxo!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;“Aziel, vá onde exista a cor, pois vermelho é a cor do sangue e negro é a junção das cores das trevas”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Cala-te! Não atrapalhes a revigorar o que não lhe pertence!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estava presenciando uma briga&lt;br /&gt;O prêmio por ela seria eu&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;“Faça o que é certo Aziel”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Faça o que escolhera ou morra!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aquela última palavra me cortou como uma lâmina&lt;br /&gt;Engoli um seco e vi que era meu fim&lt;br /&gt;O lobo saltou sobre mim&lt;br /&gt;Protegi-me com as mãos, mas nela fui abocanhado&lt;br /&gt;Dei um urro de dor enquanto ele, com minha mão em sua boca, balançava ferozmente a cabeça&lt;br /&gt;Foi quando se partiu&lt;br /&gt;Carne e osso se desgrudaram e o que senti nunca foi pior&lt;br /&gt;O sangue jorrava com força e eu apertei o que restara de minha mão&lt;br /&gt;Ele se afastou um pouco e olhando para minha mão vi que só me restaram dois dedos&lt;br /&gt;Ah dor, dor e dor!&lt;br /&gt;Era o que me restava no momento&lt;br /&gt;Nenhum pensamento me vinha na cabeça, somente a dor me estilhaçava&lt;br /&gt;Novamente o lobo veio de um pulo e eu desvencilhei&lt;br /&gt;Ao cair no chão do salto ele deu-me uma garrada que bateu em meu olho direito&lt;br /&gt;Novamente a dor&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“O fluxo pode ser mudado”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As palavras do velho me viam à cabeça&lt;br /&gt;Era isso, meu fluxo não era esse&lt;br /&gt;Fiz a escolha errada quando meu igual me pediu&lt;br /&gt;E mesmo assim, com seu aviso, desejei errado&lt;br /&gt;Oh lástimas! Peço perdão por tê-lo destruído&lt;br /&gt;Mas o lobo irá me matar&lt;br /&gt;Meu olho vaza em sangue e minha pele arde intensamente&lt;br /&gt;Nunca havia visto tanto sangue em minha vida&lt;br /&gt;Esta terra é constituída disso&lt;br /&gt;Sangue dos pobres sonhadores que vem, assim como eu, para este maldito lugar&lt;br /&gt;Em desespero eu tento me arrastar para uma das árvores e ele continua com o olhar de ódio&lt;br /&gt;Com o meu sangue em sua boca, escorrendo, assim como meu rosto, ele rosna&lt;br /&gt;A coruja vem em minha direção&lt;br /&gt;Em um rasante ela me pega pelas patas e ergue vôo&lt;br /&gt;O lobo uiva de uma forma bizarra&lt;br /&gt;Estou voando&lt;br /&gt;Mas a dor é intensa&lt;br /&gt;Estou perdendo muita vitae e logo perecerei&lt;br /&gt;A pena da coruja roça pelo meu rosto e o vento me dá um pequeno alívio&lt;br /&gt;E cessa&lt;br /&gt;A dor estabiliza momentaneamente ao mesmo tempo em que eu caio em direção ao chão&lt;br /&gt;Caio no chão&lt;br /&gt;A coruja segue para o mesmo lado que quando seguia quando a vi pela primeira vez&lt;br /&gt;Com dois dedos apenas na mão direita e com cera de um terço do que tinha dela antes&lt;br /&gt;Passo a outra mão pelo meu rosto para tateá-lo&lt;br /&gt;Parece estar uma ferida horrível&lt;br /&gt;Maldito lobo!&lt;br /&gt;Por que não ouvi as súplicas dos que me avisaram!&lt;br /&gt;Oh não, por vontade própria eu me entreguei&lt;br /&gt;O livre-arbítrio me foi dado, até mesmo aqui, e eu o desperdicei&lt;br /&gt;Deito no chão&lt;br /&gt;Estou cansado demais&lt;br /&gt;A dor me foi tirada pela coruja, mas volta aos poucos&lt;br /&gt;Inclinando minha cabeça para trás no chão, vejo algo diferente&lt;br /&gt;Sento-me e olho para o lugar&lt;br /&gt;Uma ponte&lt;br /&gt;Lá na frente, ergue-se uma montanha&lt;br /&gt;Aonde há cor!&lt;br /&gt;A montanha da coruja!&lt;br /&gt;Levanto-me com dificuldade e percebo que minha sombra agora está me acompanhando&lt;br /&gt;Mas, algo estranho&lt;br /&gt;Ela está aportando, sem que eu o faça, pára a montanha&lt;br /&gt;Minha sombra criara vida e me ajudara&lt;br /&gt;Voltou para mim&lt;br /&gt;É para lá que devo seguir&lt;br /&gt;Muito ferido arrasto-me até lá&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-112551646499914981?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/112551646499914981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=112551646499914981&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112551646499914981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112551646499914981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2005/08/sangue-e-dor.html' title='Sangue e dor'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-112551040314008339</id><published>2005-08-31T14:33:00.000-03:00</published><updated>2005-08-31T15:17:10.366-03:00</updated><title type='text'>O lobo negro</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/lobo%20negro.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/200/lobo%20negro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que estou perto dos uivos, conseqüentemente do lobo&lt;br /&gt;Mas, já virei para esquerda, direita, vários lados e o som parece mudar de lugar&lt;br /&gt;Não agüento mais isso&lt;br /&gt;Achei uma árvore seca por ali perto, vou me sentar e pensar nisso tudo&lt;br /&gt;O que tenho até agora? O que vi?&lt;br /&gt;Peguei alguns cascalhos no chão e comecei a pensar jogando-os para o alto e pegando novamente Acordei aqui, do nada, confuso e perdido&lt;br /&gt;Fui então conhecendo melhor o lugar&lt;br /&gt;Até agora não sei onde estou, mas sei que não é minha terra&lt;br /&gt;Primeiro me apareceu um ser&lt;br /&gt;Pelo que sou mais tarde se chama Lahir&lt;br /&gt;Disse-me para seguir o lobo até a fenda que é a saída&lt;br /&gt;Segui seu conselho, mesmo mês dizendo para tomar cuidado&lt;br /&gt;No caminho encontrei meu igual, que chamo por amigo, mas que na verdade é de uma forma feminina&lt;br /&gt;A voz era delicada e continha um som doce saindo por ela&lt;br /&gt;Sua imagem já não tão doce confirmava, mesmo que envolta de uma névoa densa, sua forma gutural&lt;br /&gt;Agora pensando bem, a forma de Lahir não me é recordada&lt;br /&gt;Não ousaria dizer se era ou homem ou mulher&lt;br /&gt;Mas ousaria dizer que poderia se tratar dos dois em um só corpo&lt;br /&gt;Voltando, vi uma vez o lobo, ou parte dele&lt;br /&gt;Logo quando meu igual se apresentou a mim&lt;br /&gt;Sua cauda voltava-se em direção de volta de onde tinha vindo&lt;br /&gt;Estaria ele me observando?&lt;br /&gt;Poderia estar agora, após me avistar, fugindo?&lt;br /&gt;Será que querem me aprisionar nesta realidade imunda?&lt;br /&gt;Ai de mim&lt;br /&gt;O velho&lt;br /&gt;Esse sim era um pouco normal&lt;br /&gt;Mesmo sendo enigmática aparentava ser normal&lt;br /&gt;E me contou da coruja que vi voando entre o céu rubro em direção à montanha&lt;br /&gt;Diz o velho Tiarmephel que ela residia no único lugar em que há coloração por estas bandas&lt;br /&gt;Seria bom ver cor por aqui ao menos uma vez&lt;br /&gt;Já estou farto deste vermelho intenso que profana meus olhos!&lt;br /&gt;O lobo poderia uivar novamente&lt;br /&gt;Já faz tempo que não o ouço me chamar&lt;br /&gt;Chamar-me é meu modo de falar, pois na realidade ele está a se esconder&lt;br /&gt;Com certeza queres que eu fique aqui&lt;br /&gt;Seria mais uma companhia ardilosa ou ao menos uma presença que fosse&lt;br /&gt;Como foram mesmo as palavras de Lahir?&lt;br /&gt;Siga o lobo sábio até a fenda eterna? Algo desse tipo?&lt;br /&gt;Ou seria até a fenda somente?&lt;br /&gt;Não!&lt;br /&gt;Agora eu me lembro!&lt;br /&gt;Siga o lobo negro que é sábio&lt;br /&gt;O lobo negro?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Não confie nele”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Foram palavras que me disse o meu igual&lt;br /&gt;Em quem?&lt;br /&gt;Lhair? Tiarmephel? No lobo?&lt;br /&gt;O lobo fala?&lt;br /&gt;Oh santo Cristo, novamente me perco em lonjuras ainda mais eternas&lt;br /&gt;Mas tenho que pensar&lt;br /&gt;Tenho que ostentar uma resposta para sair deste lugar&lt;br /&gt;Ruídos por perto&lt;br /&gt;Algo se movimentando&lt;br /&gt;Parece algo arranhando no chão&lt;br /&gt;Olho para ambos os lados e não vejo nada&lt;br /&gt;Até que pelo lado direito uma baforada ampla aparece por detrás da árvore&lt;br /&gt;Uma pata, seguida de outra&lt;br /&gt;Um focinho, seguido de uma cara peluda e negra&lt;br /&gt;O corpo se mostra por completo e ele ainda olha para frente&lt;br /&gt;Senta e devagar move a cabeça em minha direção&lt;br /&gt;Antes que eu pudesse olhá-lo nos olhos uma voz novamente rompe dentro de minha cabeça&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Parece que chegou a hora”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu sem saber de onde ela vem retiro os olhos do lobo e procuro por alguém&lt;br /&gt;Nada, somente silêncio a não ser o barulho do vento&lt;br /&gt;Quando então um barulho surge do nada&lt;br /&gt;Um rosnado e quando volto meu olhar para o lobo estremeço&lt;br /&gt;Cara a cara ele frisa seu olhar em mim&lt;br /&gt;Seus olhos são vermelhos como o céu e tudo por aqui&lt;br /&gt;Além disso, as únicas coisas que não são vermelhas neste lugar, então são negras&lt;br /&gt;Eu fico paralisado de terror diante aquela imagem&lt;br /&gt;Não sei o que fazer&lt;br /&gt;Se não estou morto, como dissera-me Tiarmephel, então, irei morrer agora&lt;br /&gt;Ele começa a andar lentamente mais próximo e encosta o focinho em meu nariz&lt;br /&gt;Sua cara é da mais pura fúria que se possa imaginar&lt;br /&gt;Escorre uma baba e ao mesmo tempo um outro filete de sangue escorre pelo meu nariz de encontro ao chão&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Foi o que pediras, terás de fazer”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Agora percebo que a voz que me entra na cabeça, ao menos agora, é a do lobo&lt;br /&gt;Ele não fala, mas transmite suas idéias para mim&lt;br /&gt;O que eu escolhi?&lt;br /&gt;Encontrá-lo e ir embora para casa?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;“Sim!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Respondo mais que de repente&lt;br /&gt;Sua face se desfaz das rugas e toma uma forma normal e bela&lt;br /&gt;Ele é lindo&lt;br /&gt;Começa a caminhar por onde veio&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Siga-me condenado”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sugiro que seja comigo que ele fala e faço o que ele pede&lt;br /&gt;Em breve estarei fora deste lugar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-112551040314008339?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/112551040314008339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=112551040314008339&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112551040314008339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112551040314008339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2005/08/o-lobo-negro.html' title='O lobo negro'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-112541311445449993</id><published>2005-08-30T10:57:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T11:56:33.333-03:00</updated><title type='text'>Um encontro importante</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/AA-Gandalf.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/200/AA-Gandalf.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldita caminhada&lt;br /&gt;Aonde está você meu sábio lobo?&lt;br /&gt;Preciso que tu apareças e me faças um favor&lt;br /&gt;Um favor ao qual lhe serei grato eternamente&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Sim, será”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outra vez essa voz em minha mente&lt;br /&gt;Quem será?&lt;br /&gt;Continuando pelo caminho de sangue e névoas eu avisto uma escadaria esculpida por entre as rochas&lt;br /&gt;Ah, sim, este é meu caminho, hei de trilhá-lo!&lt;br /&gt;Comecei a subir, era uma escada difícil e íngreme&lt;br /&gt;Com esforço nos músculos das pernas eu me empurrei por entre ela&lt;br /&gt;Com a ajuda das mãos eu me agarrava para não despencar lá de cima&lt;br /&gt;Era alto, muito alto&lt;br /&gt;Tão alto que se um animal qualquer, seja eu ou outro, ao chegar no chão iria espedaçar-se&lt;br /&gt;É melhor não olhar pra baixo&lt;br /&gt;Segui meu caminho ao alto da rocha e finalmente cheguei&lt;br /&gt;Um ruído no céu me chamou a atenção&lt;br /&gt;Algo voava por sobre minha cabeça&lt;br /&gt;Uma ave&lt;br /&gt;Não sei que ave era, mas voava feliz através deste céu rubro cheio de temores&lt;br /&gt;Eu já acostumara-me com este antro de loucuras&lt;br /&gt;Mas ela demonstrava uma liberdade fora de questão&lt;br /&gt;Foi-se embora da mesma forma que veio, desapareceu em uma nuvem densa um pouco mais clara que o vermelho do céu&lt;br /&gt;Lindo, ao menos isso, uma única visão aqui dentro tão bela&lt;br /&gt;Daqui tinha que tirar pelo menos uma coisa boa&lt;br /&gt;Havia de encontrado um igual, um amigo, mas a ave me dera vontade de viver&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“A coruja da montanha”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Postei minha cabeça de volta a posição normal e vi quem me falava&lt;br /&gt;Um senhor de idade, diria bastante idade, me olhava com as vistas cansadas&lt;br /&gt;Pelo visto falava da ave que eu tinha visto&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Me chamo Tiarmephel”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me ao seu lado e previ que teria minha primeira conversa digna neste lugar&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;“Sou Aziel”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Eu sei meu rapaz, eu sei”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Sua voz era pesarosa&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;“Como sabe?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Eu sei de tudo por aqui, existo por esses cantos há muito tempo”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;“Quanto tempo?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Nem mesmo eu saberia lhe dizer meu jovem”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;“O que aquela coruja estava buscando?”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Nada, apenas voltava para seu lugar”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;“E onde é?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“O único lugar que há coloração por aqui”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Abaixei minha cabeça e meus pensamentos foram, ao contrário de quando vi a ave, coruja segundo o velho, de solidão&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Nem tudo está perdido meu rapaz”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Olhei de volta pra ele&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“A coruja da montanha voa. O sábio lobo percorre os montes. Lhair rasteja pelo sangue dos soterrados. Você, bem, você meu jovem, segue com vida por entre o rubro de meu lar”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Continuei a fitá-lo sem esperanças&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“As coisas seguem seu fluxo, não é? Mas o fluxo pode mudar de rumo, se um fator desse fluxo for forte o suficiente para fazê-lo”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Eu franzia cada vez mais a testa&lt;br /&gt;Eu estou em desespero e ele me vem com enigmas!&lt;br /&gt;Tudo bem, ele só quer ajudar, é o que parece&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Tenho que ir, compromissos a cumprir”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Desencostei-me da pedra que tinha postado minhas costas e despedi-me do senhor&lt;br /&gt;Ele foi caminhando para o lado do penhasco&lt;br /&gt;Ia descer pela escada&lt;br /&gt;Mas seria perigoso para a sua idade&lt;br /&gt;Ele já ia sumindo pelo degraus quando eu me locomovi em sua direção&lt;br /&gt;Ao chegar para ajudá-lo ele não estava mais lá&lt;br /&gt;Sumira, como todos que eu já tinha visto ali&lt;br /&gt;Um uivo novamente cortava o ar&lt;br /&gt;Olhei em volta e não vi nenhum sinal de lobo&lt;br /&gt;O uivo não estava longe&lt;br /&gt;Fui seguindo por onde achei que devia ter vindo&lt;br /&gt;Este lugar possuía uma certa claridade&lt;br /&gt;Não tinha um sol, nem uma lua, mas tinha os pontos luminosos&lt;br /&gt;E reparei que minha sombra não era projetada no chão, que agora não possuía mais a fétida névoa&lt;br /&gt;Estranho, será que isso é normal? Nunca havia reparado&lt;br /&gt;Deixei para lá e continuei seguindo minha intuição&lt;br /&gt;Algo me dizia que o lobo estava por ali, em frente&lt;br /&gt;Uma coruja que voa feliz para as montanhas&lt;br /&gt;Um velho que me fala alguns enigmas&lt;br /&gt;Um lobo que é sábio e me chama por uivos&lt;br /&gt;Um igual que para me ajudar se dissolve para a névoa&lt;br /&gt;E uma forma, que não defini como homem ou mulher, cujo nome parece ser Lhair, rasteja pelo sangue dos soterrados...&lt;br /&gt;É, parece que se eu morresse hoje teria visto de tudo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-112541311445449993?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/112541311445449993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=112541311445449993&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112541311445449993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112541311445449993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2005/08/um-encontro-importante.html' title='Um encontro importante'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-112539925164472359</id><published>2005-08-30T07:40:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T08:25:40.416-03:00</updated><title type='text'>Os verdadeiros amigos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/Birth%20to%20Hope%20b.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/200/Birth%20to%20Hope%20b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando por estas rochas eu sinto que o percurso não tem fim&lt;br /&gt;Tão longo é este vale&lt;br /&gt;Quem será aquele que me abordou e me deu tais conselhos?&lt;br /&gt;Por que dar-me-ia ajuda sem mais nem menos?&lt;br /&gt;Seria ele um anjo da guarda?&lt;br /&gt;Mas anjo neste local?&lt;br /&gt;Seria talvez...&lt;br /&gt;Sim, por que não?&lt;br /&gt;Mas, se fosse então um demônio, definitivamente, não daria-me conselho algum&lt;br /&gt;A não ser que...&lt;br /&gt;Ah! Perco-me sempre em lonjuras!&lt;br /&gt;Não quero mais pensar em coisas banais&lt;br /&gt;Logo encontrarei o tal lobo e sairei daqui&lt;br /&gt;Ah, sim, de volta ao lar que nunca devia ter saído&lt;br /&gt;Percebo que ao andar por horas não avisto nem sequer uma curva&lt;br /&gt;Quão vasto seria estas rochas repugnantes?&lt;br /&gt;E esse chão que emite tal névoa capaz de derrubar um homem pela náusea&lt;br /&gt;Mas como já estou aqui faz muito tempo já me acostumei com esse cheiro&lt;br /&gt;Mesmo assim é fétido&lt;br /&gt;Não duvido que, tão estranho é esta terra, contenham corpos sob meus pés&lt;br /&gt;Uma barulho atrás de mim&lt;br /&gt;O que é?&lt;br /&gt;Algumas pedras caíram lá de cima&lt;br /&gt;Levanto minha face para o local e nada vejo&lt;br /&gt;Não, espere!&lt;br /&gt;Vejo sim!&lt;br /&gt;Vejo algo que me lembra uma cauda&lt;br /&gt;Uma cauda de lobo!&lt;br /&gt;Grito como um desesperado chamando-o a atenção, mas é em vão&lt;br /&gt;Ele não retorna&lt;br /&gt;Pelo outro lado mais algumas pedras rolam ao chão&lt;br /&gt;Mas nada de cauda outra vez lá no alto&lt;br /&gt;As pedras que caíram espantaram a névoa ao meu redor&lt;br /&gt;O solo também é avermelhado como eu já havia reparado, mas...&lt;br /&gt;Sangue!&lt;br /&gt;Oh santo Deus isso no chão é sangue!&lt;br /&gt;Aonde diabos eu vim me meter!&lt;br /&gt;A névoa vai tomando seu lugar novamente, menos em um ponto&lt;br /&gt;Ali ela teima em permanecer sem cobrir o chão&lt;br /&gt;Está perto a uma rocha maior que caíra&lt;br /&gt;Sinto um leve tremor em volta das paredes que me cercam&lt;br /&gt;dei uma volta para ver se encontrava de onde vinha o tremor&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Não devias confiar nele”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Uma voz atrás de mim!&lt;br /&gt;Viro-me e contemplo algo horrendo de onde a névoa não tapara o solo&lt;br /&gt;Um corpo humano ergue-se a minha frente&lt;br /&gt;Alguém que jazeu aqui neste lugar agora me dirige a palavra&lt;br /&gt;Olhando profundamente em meus olhos ele ainda fica calado um instante até abrir do que restou de uma mandíbula quase que inexistente&lt;br /&gt;Não consigo ver muito bem, agora a névoa segue o corpo como um conjunto&lt;br /&gt;Desprovido praticamente de tecido corporal rasteja em minha direção&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Fui teu igual, e pode ter certeza. Não escutes o que ele lhe diz”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quem me diz o que?&lt;br /&gt;Penso absorto na imagem que vejo&lt;br /&gt;A voz é feminina e usava algum tipo de manto&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Dir-te-ei que nada aqui é melancólico”&lt;br /&gt;“Mostrar-te-ei que nada aqui é doloroso”&lt;br /&gt;“Mas dar-te-ei uma prova que deles não podemos obter verdades”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não entendia o que aquela criatura queria me dizer&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Segura-te minha mão e peças por algo”&lt;br /&gt;“Mas antes de pedir, penses bem, já lhe dei meu aviso, cumpri minha tarefa”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela esticou a mão e eu hesitei&lt;br /&gt;Não olhava para a mão, mas sim para meus olhos&lt;br /&gt;Vendo que ela possuía uma vontade, ou melhor dizendo, uma obrigação nisso, peguei em tua mão e o fitei&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Peças o que achar necessário e correto”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pensei no lobo e que ao falar com ele encontraria o caminho da saída&lt;br /&gt;Um turbilhão me queimava em volta ao terminar meu pensamento&lt;br /&gt;Doía, mas era suportável&lt;br /&gt;Como várias agulhas me espetando e ardendo em formigamento&lt;br /&gt;Ainda segurava sua mão&lt;br /&gt;Ao abrir os olhos, vi que ela se decompunha&lt;br /&gt;Uma imagem ao mesmo tempo ruim, também magnífica!&lt;br /&gt;A queimação cessava&lt;br /&gt;Ela já não mais existia, havia evaporado&lt;br /&gt;Foi entregue aquela névoa junto ao chão e se tornou parte dela&lt;br /&gt;Daí que vem o cheiro&lt;br /&gt;Meu igual ela me disse&lt;br /&gt;Tantos como eu e em mesma posição aqui estiveram?&lt;br /&gt;Que coisa triste de se ver, mas, então, será esse meu destino?&lt;br /&gt;Ficar junto a eles? Junto a névoa? Junto ao nada que aqui prende?&lt;br /&gt;Não, desejei encontrar a saída, desejei certo!&lt;br /&gt;Nada me aconteceu, e sim a meu amigo&lt;br /&gt;Hei de encontrar meu sábio lobo e seguir pelo caminho final&lt;br /&gt;O caminho da volta&lt;br /&gt;Um uivo corta o ar chegando em meus ouvidos&lt;br /&gt;É hora de sair daqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-112539925164472359?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/112539925164472359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=112539925164472359&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112539925164472359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112539925164472359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2005/08/os-verdadeiros-amigos.html' title='Os verdadeiros amigos'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-112534923387773995</id><published>2005-08-29T17:56:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T08:45:19.626-03:00</updated><title type='text'>Mentiras e conselhos mal dados</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/demonio_enamorado_low_2_sma.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/200/demonio_enamorado_low_2_sma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/images.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda fiquei um bom tempo acordado&lt;br /&gt;Que voz era aquela que gritou em minha mente?&lt;br /&gt;Desesperei-me completamente&lt;br /&gt;Soou como algo real, mas, nada mais parece real&lt;br /&gt;Esse lugar não é real!&lt;br /&gt;Por que eu não acordei em minha casa?&lt;br /&gt;Por que após deslumbrar um sono profundo acordo novamente nessa terra vermelha?&lt;br /&gt;Será que realmente tudo isso é real?&lt;br /&gt;Não irei mais ver meus próximos?&lt;br /&gt;Não pode ser, o que fiz para merecer isso!&lt;br /&gt;Ah não, não, não!&lt;br /&gt;Sempre fui plausível para perceber quando posso confiar em minha mente, e isso é uma armadilha!&lt;br /&gt;Olhe esse pedaço de terra que vem desse chão fétido e nojento!&lt;br /&gt;Pura imaginação&lt;br /&gt;Veja essa rocha que encosto e dou-lhe pancadas raivosas!&lt;br /&gt;Ilusão também&lt;br /&gt;O céu, rubro como nada jamais antes presenciado!&lt;br /&gt;Ilusão!&lt;br /&gt;Tudo aqui é ilusão!&lt;br /&gt;Nenhuma alma viva junto a mim&lt;br /&gt;Que terra é essa que compreende apenas uma vida em seu interior?&lt;br /&gt;Não, simplesmente fora de questão&lt;br /&gt;Ninguém vive apenas por si só&lt;br /&gt;Há de existir um outro alguém se quisera me mostrar que isso é real&lt;br /&gt;Há sim...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Aqui estou”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando me virei vi que tal outro alguém surgira então para a comprovação de realidade&lt;br /&gt;Então uma pessoa ouvira o tempo toda às minhas lamentações&lt;br /&gt;Escondeu-se como um verme curioso para ouvir meu sofrimento&lt;br /&gt;Que peste és!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Cala-te e escuta-me”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Oh, uma ordem!&lt;br /&gt;Quem és para me julgar com palavras desta forma?&lt;br /&gt;Por acaso reina nesse lixo?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Apenas escuta-me e então saíras desta terra”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Calei-me de imediato&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Este lugar não o chamou”&lt;br /&gt;“Este lugar não clama por ninguém”&lt;br /&gt;“Aqui está quem deseja vir, quem deseja estar e quem deseja ruir”&lt;br /&gt;“Serei sincero para ti”&lt;br /&gt;“Aqui fica apenas quem merece e tu ainda não fizeste por merecer”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Agora me chama de intruso!&lt;br /&gt;Quem ele pensa que é?&lt;br /&gt;Acordo de um sono e vejo que em outro lugar estou&lt;br /&gt;E agora me diz que a culpa de estar aqui é minha&lt;br /&gt;Vontade eu não tive, pois, se nem conheço esse lugar não hei de querer estar&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;“Apenas ouça”&lt;br /&gt;“O lobo negro é sábio, porém perigoso”&lt;br /&gt;“Domá-lo é fácil, pelo menos ao precioso”&lt;br /&gt;“Siga-o até a fenda, onde o fim é próximo”&lt;br /&gt;“Encontrando o local, vá embora, mas cuidado”&lt;br /&gt;“Lembre-se que sábio é aquele que possui inúmeros dons”&lt;br /&gt;“E que nem sempre está acomodado”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Perdi-me em pensamentos&lt;br /&gt;Levantando a cabeça em direção a pedra em que ele estava, já não mais se encontrava&lt;br /&gt;Vou logo fazer o que me dissera&lt;br /&gt;Esse lugar é muito estranho, quero sair daqui logo depressa&lt;br /&gt;Olhei para frente e logo percebi que o percurso seria longo&lt;br /&gt;Fui andando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-112534923387773995?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/112534923387773995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=112534923387773995&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112534923387773995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112534923387773995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2005/08/mentiras-e-conselhos-mal-dados.html' title='Mentiras e conselhos mal dados'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-112529625250420132</id><published>2005-08-29T03:11:00.000-03:00</published><updated>2005-08-29T03:35:06.393-03:00</updated><title type='text'>Realidade e paralelo dimensional</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/landscape51.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/200/landscape51.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho por entre estas esculturas de pedras tão grotescas&lt;br /&gt;Sei que não estou em minha terra&lt;br /&gt;Conheço-a como a palma de minha mão&lt;br /&gt;Viajei por montanhas, vales, planícies e desertos&lt;br /&gt;Nomeio-me um aventureiro&lt;br /&gt;Mas não, este lugar não faz parte da minha terra&lt;br /&gt;Definitivamente não&lt;br /&gt;Este céu rubro que mais parece sangue em veia&lt;br /&gt;Olhando assim, com meu rosto sob pressão, sinto como se fervesse&lt;br /&gt;O sangue vívido, ainda quente dentro de um corpo&lt;br /&gt;Pontos mais fortes luminosos estão ali também no céu&lt;br /&gt;Pontos que piscam com força, acendem e logo apagam&lt;br /&gt;Onde estou?&lt;br /&gt;Estarei eu sonhando?&lt;br /&gt;Isso é a realidade?&lt;br /&gt;Nunca soube de um lugar em minha terra cujo céu fosse avermelhado&lt;br /&gt;Além disso, sinto um cheiro estranho&lt;br /&gt;Poderia ser dessas rochas?&lt;br /&gt;Talvez dessa terra seca que cobre o chão&lt;br /&gt;Mas, chegando um pouco mais próximo ao solo, sinto mais forte&lt;br /&gt;Isso fede!&lt;br /&gt;Se perceber bem, há uma pequena névoa sobre os meus pés&lt;br /&gt;Será isso que transmite esse cheiro?&lt;br /&gt;Ou será este cheiro que cria essa névoa?&lt;br /&gt;Só sei que é fétido como carne sucumbindo&lt;br /&gt;Olho novamente para o céu e agora contemplo alguns raios que o cortam&lt;br /&gt;São luzes esticadas&lt;br /&gt;Luzes da mesma cor que os pontos luminosos e o céu&lt;br /&gt;Onde diabos eu estou!&lt;br /&gt;Seria esse um outro planeta?&lt;br /&gt;Teria eu morrido enquanto dormia?&lt;br /&gt;Estou em algum outro paralelo?&lt;br /&gt;No além-mundo?&lt;br /&gt;Agora me vem uma dor no peito&lt;br /&gt;Melhor dizendo&lt;br /&gt;Me vem uma dor na alma&lt;br /&gt;Penso por um instante que posso estar morto&lt;br /&gt;Julgado a ficar neste antro de silêncio tão sufocante&lt;br /&gt;Aonde uma pútrida névoa me faz ancia e sua cor projetada pelo céu rubro me põe sobre náusea&lt;br /&gt;Minha vida acabada?&lt;br /&gt;O que teria eu feito para merecer tal ocasião!&lt;br /&gt;Não, não pode ser verdade isso&lt;br /&gt;Sim, devo estar sonhando!&lt;br /&gt;Sento-me e recosto em uma das rochas gigantes&lt;br /&gt;Há de ser um sonho, isso, apenas um sonho&lt;br /&gt;Levanto uma última vez meu rosto para o céu&lt;br /&gt;Imploro que seja isso tudo apenas um sonho&lt;br /&gt;Minha mão, a baixo de minha cintura, juntamente a ela sob a névoa fétida agarra uma porção de terra&lt;br /&gt;Imploro...&lt;br /&gt;Meus olhos se fecham, estou com sono&lt;br /&gt;O cheiro é impertinente, mas suportável&lt;br /&gt;Me deixo relaxar e tento dormir para acordar e reencontrar meu lugar&lt;br /&gt;Devagar, muito devagar&lt;br /&gt;Vou indo em busca da ilusão, da terra da realidade&lt;br /&gt;Uma voz me fala como em um estalo dentro da cabeça&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;"SUA REALIDADE NÃO MAIS EXISTE! AGORA VIVES NA MINHA!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Arregalo os olhos de súbito&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo meu coração dispara e me escorre um filete de sangue do nariz pela boca e pinga de meu queixo&lt;br /&gt;Desespero!&lt;br /&gt;Isso não é sonho, se for, é um pesadelo&lt;br /&gt;Ou então, pode ser...&lt;br /&gt;O inferno...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-112529625250420132?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/112529625250420132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=112529625250420132&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112529625250420132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112529625250420132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2005/08/realidade-e-paralelo-dimensional.html' title='Realidade e paralelo dimensional'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15824270.post-112522296335885219</id><published>2005-08-28T06:49:00.000-03:00</published><updated>2005-08-29T03:20:43.423-03:00</updated><title type='text'>A fenda do inferno</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/1600/hell.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7632/1471/200/hell.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O inferno&lt;br /&gt;Canto que possui sofrimento&lt;br /&gt;Local de injurias e blasfemias&lt;br /&gt;Buraco das trevas e das almas logícuas&lt;br /&gt;Onde nem mesmo o demônio há de um dia clamar por perdão&lt;br /&gt;Por que?&lt;br /&gt;Por que sofres?&lt;br /&gt;Por que em vida procurastes essa forma de conduta?&lt;br /&gt;Sofrimento? Incerto!&lt;br /&gt;Solidão? Procurastes!&lt;br /&gt;Dor? Desleixo!&lt;br /&gt;Não tens do que reclamar, viera aqui porque fizeste algo&lt;br /&gt;Algo que o jogou, com uma força incessante através do fogo&lt;br /&gt;Perfurou as chamas do ódio e gritou por clemência&lt;br /&gt;Mas, ao menos pensastes no que estava por vir?&lt;br /&gt;Não, nem ao menos quisera o bem&lt;br /&gt;Muito menos quisera perdoar&lt;br /&gt;Sempre quisera o mal, do próximo e do desconhecido&lt;br /&gt;Buscara os pecados&lt;br /&gt;Ao pedirem-te negaste&lt;br /&gt;Ao ajudarem-te não retribuíras&lt;br /&gt;Ao clamarem-te não ouviras&lt;br /&gt;Ao até mesmo implorarem-te fizeste dos três pior, cuspira em forma de desgosto&lt;br /&gt;Como podes então urrar por clemência quando por ti não fizeras?&lt;br /&gt;Não, não, não, nunca!&lt;br /&gt;Irás apodrecer aqui por toda eternidade&lt;br /&gt;Irás alimentar-se das cinzas que o filho de Adão se alimentou&lt;br /&gt;Irás embebedar-se do sangue que o filho de Eva se embebedou&lt;br /&gt;E quando Lilith então julgar-te&lt;br /&gt;Apodrecerás na fenda eterna&lt;br /&gt;Aonde quando adentras nunca mais pode-se sair novamente&lt;br /&gt;A fenda obscura&lt;br /&gt;A fenda do horror&lt;br /&gt;A fenda mórbida&lt;br /&gt;A fenda da noite, sua moradia subjugada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o poema que deu origem ao nome do blog.&lt;br /&gt;Foi feito por mim há um tempo atrás, pouco tempo, e perdurou em muitas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora então também começamos a dar vida à FENDA DA NOITE. Aonde nem sempre a realidade pode ser verdadeira, mas que quando se entra, nunca mais se sai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo Gaspar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15824270-112522296335885219?l=nightcrack.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nightcrack.blogspot.com/feeds/112522296335885219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15824270&amp;postID=112522296335885219&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112522296335885219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15824270/posts/default/112522296335885219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nightcrack.blogspot.com/2005/08/fenda-do-inferno.html' title='A fenda do inferno'/><author><name>Guxta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01681494914681152136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Z1fNpvDmN6A/SRV_oaG3yJI/AAAAAAAAADE/hMm0ulbhUEg/S220/Sem+t%C3%ADtulo+7.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
